10 de julho de 2026
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Festas & Eventos

CRUN cobra posicionamento da Prefeitura sobre coleta seletiva no Festival da Virada e tenta garantir operação durante o evento

À medida que Salvador se prepara para mais uma edição, do Festival da Virada, evento que, tradicionalmente, movimenta grandes públicos e amplia a visibilidade da capital baiana, uma questão essencial permanece sem resposta:

haverá coleta seletiva durante a programação oficial?

Até agora, a prefeitura não apresentou nenhuma comunicação pública, sobre a estrutura de gestão de resíduos, para o réveillon, o que acende um alerta entre as organizações socioambientais da cidade.

A Cooperativa de Reciclagem União Nazaré (CRUN), referência regional em gestão comunitária de resíduos recicláveis, acompanha a situação com preocupação. Segundo Cristiano Santana, presidente da cooperativa, a ausência de informações, sobre o tratamento adequado, do lixo produzido no festival, contrasta com a dimensão do evento, que mobiliza milhares de pessoas e gera toneladas de resíduos por noite.

É um evento com impacto ambiental expressivo e que deveria, obrigatoriamente, contar com um plano sólido de coleta seletiva. Até agora, não vimos qualquer anúncio nessa direção”, afirma Santana.

Apesar da falta de posicionamento oficial, a CRUN não tem ficado à espera de respostas. A cooperativa está em tratativas para viabilizar um camarote operacional dentro da arena, estrutura que permitiria a execução de um trabalho organizado, seguro e eficiente na triagem do material reciclável. A proposta inclui equipe treinada, logística interna e destinação correta dos resíduos, garantindo retorno socioambiental imediato.

O interesse da CRUN, além de outras cooperativas, em atuar no Festival da Virada, não se limita ao aspecto ambiental. Segundo a cooperativa, a participação também representa oportunidade de geração de renda, para seus cooperados e reforça o compromisso, histórico, da instituição, com o bem-estar das comunidades onde atua.

A cooperativa ressalta, ainda, que eventos de grande porte, têm responsabilidade ampliada sobre os impactos que produzem. Em cidades que avançam em práticas sustentáveis, festivais públicos já funcionam como vitrines de boas políticas ambientais, integrando reciclagem, educação ambiental e inclusão social, no mesmo projeto.

Enquanto o silêncio oficial permanece, a CRUN reforça sua disposição em colaborar e aguarda que a Prefeitura se manifeste. Para a cooperativa, a gestão correta dos resíduos no Festival da Virada é uma medida indispensável, para alinhar Salvador, às boas práticas em sustentabilidade, além de valorizar o trabalho dos recicladores, protagonistas de uma cadeia que beneficia toda a cidade.