A Festa de Iemanjá 2025, uma das celebrações mais emblemáticas de Salvador, contará novamente com a iniciativa “Iemanjá Sustentável”, promovida por diversas associações e cooperativas. A ação tem como objetivo garantir a destinação adequada dos resíduos sólidos gerados durante o evento, além de proporcionar melhores condições de trabalho e renda para os catadores envolvidos.
A Cooperativa de Reciclagem União Nazaré (CRUN), junto com o coletivo de cooperativas, foi uma das proponentes do projeto, que contará com a participação de aproximadamente 100 catadores, sendo 40 cooperados e 60 autônomos. Eles atuarão na coleta e destinação correta de materiais recicláveis, como alumínio, plástico e PET. Para facilitar o trabalho, será instalada uma central de apoio na Rua Conselheiro Pedro Luiz, no Rio Vermelho, onde os catadores autônomos poderão comercializar os materiais coletados.
Central de Apoio aos Catadores e Catadoras
Neste ano, a Prefeitura Municipal de Salvador, por meio da LIMPURB e da Secretaria Municipal de Sustentabilidade e Resiliência (SECIS), traz novamente a Central de Apoio aos Catadores e Catadoras de Materiais Recicláveis para os festejos de Iemanjá. O objetivo principal é promover a coleta seletiva dos resíduos sólidos gerados durante o evento, com foco em alumínio (latinhas) e plásticos.
A estrutura, montada com o apoio da Cervejaria AMBEV e operada por cooperativas de Salvador, oferecerá aos catadores a possibilidade de vender os resíduos coletados a um preço justo, definido conforme o valor praticado no mercado. Além disso, os trabalhadores receberão Equipamentos de Proteção Individual (EPI), garantindo melhores condições de trabalho e segurança.
Impacto ambiental e social
A iniciativa já foi realizada anteriormente nos anos de 2020 e 2024, resultando na coleta de 4,1 toneladas e 5,4 toneladas de recicláveis, respectivamente. Para a edição de 2025, a meta é alcançar 7 toneladas de materiais recicláveis, evitando que esses resíduos sejam descartados no oceano ou aterros sanitários, contribuindo para a geração de renda e a preservação ambiental.
Valorização do trabalho dos catadores
Os participantes receberão uma bonificação de R$ 50,00 a cada 10 kg de plástico e PET recolhidos. Segundo Joilson Santana, coordenador executivo da ONG CAMA e um dos idealizadores do projeto, iniciativas como o “Iemanjá Sustentável” são fundamentais para a inclusão socioeconômica dos catadores. Ele reforça a necessidade da criação de um marco legal que estabeleça apoio e fomento contínuos a esses profissionais em festas populares, garantindo remuneração pelos serviços ambientais prestados.
A edição de 2025 do projeto conta com o apoio da Prefeitura Municipal de Salvador, LIMPURB, SECIS, Cervejaria AMBEV, Federação das Indústrias do Estado da Bahia, Ministério Público do Estado da Bahia e Ministério Público do Trabalho da Bahia.
O CAMA (Centro de Arte e Meio Ambiente), organização socioambiental fundada em 1995 em Salvador, desenvolve projetos voltados para a inclusão social, econômica e ambiental, alinhados aos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável da ONU.


Fotos:Divulgação








